quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Folclórica

um conto
esquecido
num folk
a estrofe:
estopim


então você
sem um porquê
jogou no mar
o livro antigo
que te dei
no Natal
sobre o Sal
e um amigo


o tempo secou
os seus pés
e os meus pés
Hefesto desejou


no espaço
da sua varanda
silenciou o som
de Sírinx, sim
talvez se chame Pã


e o suéter cinza
que fiz
com lã de amor
você doou
pro seu avô
em maio


mas os gestos
olhares inquietos
no jeito do amor
o beijo partido
no fim do amar
sua arma secreta
segredo ainda
guardado


no fundo do mar
um manuscrito
esquecido
um livro
você jogou
no fundo do mar
o fim do amor


o tempo secou
os seus pés
e os meus pés
Hefesto desejou

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